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Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)

Então, eu sou meio emo. É difícil pensar em uma música só que me faça chorar ou que chegue perto disso, porque são tantas e depende tanto do momento que eu tô passando que é praticamente impossível escolher uma só (como em todos os outros tópicos desta lista – maldita indecisão!). Mas optei por escolher uma música mais atemporal, e que eu só escuto quando estou triste – é sério, se eu estiver ouvindo essa música, eu estou triste; mesmo que eu diga que eu estou bem, é mentira.
Não sei ao certo porquê, mas essa música dói.

For a minute there, I lost myself…

Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)

Percebi que eu gosto menos de arte do que deveria, mas escultura é algo que minha cabeça não consegue conceber (COMO ELES DEIXAM PEDRA PARECENDO TÃO LEVE?), então só pra exemplificar:

Pietá, do Michelangelo

Dia 18 – Um poema

Por fim, um poema. Ah, poema é mais fácil: sou apaixonada pelos poemas da Florbela Espanca, essa mulher que sofreu muito na vida e conseguiu expressar toda essa dor em poemas maravilhosos. Impossível é escolher um só dela, mas como poema é assim, tão curtinho, vou postar meus três preferidos (pra não perder o costume da indecisão).

Fumo

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas…
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

Os dias são Outonos: choram… choram…
Há crisântemos roxos que descoram…
Há murmúrios dolentes de segredos…

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!…

Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…

Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Frieza

Os teus olhos são frios como espadas,
E claros como os trágicos punhais;
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lãminas geladas.

Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o oiro e o sol das madrugadas!

Mas não te invejo, Amor, essa indiferença,
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença!

Tu invejas a dor que vive em mim!
E quanta vez dirás a soluçar:
“Ah! Quem me dera, Irmã, amar assim!…”

Vamos começar a condensar isso, já que eu não tenho paciência para postar todo dia. Além disso, não vou me estender muito hoje, até porque não há muito a dizer.

13 – um livro de ficção

Simples, o livro que eu mais li em toda a história do universo: O Cemitério, do Stephen King. Tenho adoração por esse livro, foi o primeiro livro grande que eu li, quando tinha uns 10 anos, e desde então me tornei apaixonada por terror e suspense. E esse livro é do caralho, sério mesmo. Tem tensão, tem bons personagens, tem mistério até o fim, é sinistro! Não é a toa que tem até música inspirada nesse livro, né?
Acontece que eu li o meu exemplar TANTAS vezes que ele desmanchou. Sério, ele se desfez. Preciso comprar um novo. Esse é o livro que eu daria para meus filhos lerem!

14 – um livro de não-ficção

Esse já é mais difícil… Eu tenho uma coleção bem razoável de livros sobre serial killers e psicopatas em geral, e sou apaixonada por todos eles. Não tem como escolher um preferido. Um dos meus preferidos é a Enciclopédia dos Serial Killers, que é bem completinha e foi um dos primeiros livros que eu comprei sobre o assunto. Eu ainda não consegui ler ela inteira, mas eu consulto praticamente todos os dias!
Mas claro, minha coleção de Freud tem um espaço enorme reservado no meu coração – e na minha estante – pra sempre. Freud foi um caso de amor a primeira vista, e não acho que seja possível mudar isso agora.

15 – uma fotomontagem
Eu vejo mil fotomontagens por dia, mas eu não consigo parar de rir dessa:

Não dá pra entender!!!!

Depois de tanto tempo, resolvi voltar e, pelo menos, terminar essa lista bizarra que eu comecei. Perdi a inspiração de escrever, perdi minhas palavras por aí, e não sei se ainda deveria manter um blog, mas é bom ter um lugar qualquer para escrever minhas besteiras.

Enfim. Vamos ignorar o hiato do blog e fingir que nada aconteceu.

Eu sei que hoje eu deveria postar um conto, mas a verdade é que eu não sou lá muito fã de contos (eu só conseguia pensar nesse para postar, e ele é REALMENTE doentio. sério, nem leia.), então resolvi ignorar e colocar uma crônica. Inicialmente, queria colocar uma do Rubem Alves, até para sair um pouco dessa paixão doentia por Caio Fernando Abreu, mas meu livro desapareceu e então vai Caio Fernando Abreu mesmo.

Essa crônica é do Pequenas Epifanias, que eu já falei aqui. De todas as crônicas que eu mais amo neste livro, essa é a que mais me faz refletir no momento que eu estou agora. Enfim, sem mais palavras, segue a crônica para quem se interessar.

Anotações Insensatas

Mas não se pode agir assim, a amiga avisou no telefone. Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais. Tentaria, então, com toda a delicadeza possível, sem decidir propriamente decidiu no meio da tarde — uma tarde morna demais, preguiçosa demais para conter esse verbo veemente: decidir. Como ia dizendo, no meio da tarde lenta demais, escolheu que — se viesse alguma sofreguidão na garganta, e veio — diria qualquer coisa como olha, tenho medo do normal, baby.

Só que, como de hábito, na cabeça (como que separada do mundo, movida por interiores taquicardias, adrenalinas, metabolismos) se passava uma coisa, e naquele ponto em que isso cruzava com o de fora, esse lugar onde habitamos outros, começava a região do incompreensível: Lá, onde qualquer delicadeza premeditada poderia soar estúpida como um seco: não. E soou, em plena mesa posta.

Tanto pasmo, depois. Sozinho no apartamento, domingo à noite. Todas as coisas quietas e limpas, o perfume adocicado das madressilvas roubadas e o bolo de chocolate intocado no refrigerador — até a televisão falar da explosão nuclear subterrânea. Então a suspeita bruta: não suportamos aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós. Afirmou, depois acendeu o cigarro, reformulou, repetiu, acrescentou esta interrogação: não suportamos mesmo aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós? Não, não suportamos essa doçura.

Puro cérebro sem dor perdido nos labirintos daquilo que tinha acabado de acontecer. Dor branca, querendo primeiro compreender, antes de doer abolerada, a dor. Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas, e portanto irremediáveis, transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos. Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim.

Porque havia o sufocamento daquela espécie de patético simulacro de fantasia matrimonial provisória, a dificuldade de manter um clima feito linha esticada, segura para não arrebentar de súbito, precipitando o equilibrista no vazio mortal. Cheio de carinho, remexeu no doce, sem empurrar o prato. Preferia a fome: só isso. Pelo longo vício da própria fome — e seria um erro, porque saciar a fome poderia trazer, digamos, mais conforto? — ou de pura preguiça de ter que reformular-se inteiro para enfrentar o que chamam de amor, e de repente não tinha gosto?

De onde vem essa iluminação que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação? Espera, vamos conversar, sugeriu sem muito empenho. Tarde demais, porta fechada. Sozinho enfim, podia remexer em discos e livros para decidir sem nenhuma preocupação de harmonia-com-o-gosto-alheio que sempre preferira um Morrison a Manuel Bandeira. Sid Vicious a Puccini. A mosca a Uma janela para o amor, sempre uma vodca a um copo de leite: metal drástico. Era desses caras de barba por fazer que sempre escolherão o risco, o perigo, a insensatez, a insegurança, o precário, a maldição, a noite — a Fome maiúscula. Não a mesa posta e farta, com pratos e panelas a serem lavados na pia cheia de graxa — mas um hambúrguer qualquer com coca-cola no boteco da esquina, e a vida acontecendo em volta, escrota e nua.

Não muito confuso, assim confrontado com sua explícita incapacidade de lidar com. A palavra não vinha. Podia fazer mil coisas a seguir. Mas dentro de qualquer ação, dentes arreganhados, restaria aquela sua profunda incapacidade de lidar com. Um instante antes de bater outra, colocar uma velha Billie Holiday e sentar na máquina para escrever, ainda pensou: gosto tanto de você, baby. Só que os escritores são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Você me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para você, para você que escrevo — e não entende nada.

formatura do dan, um dia feliz. agora chega de fotos!

ó que gracinha!

Não sou boa pra tirar fotos e não tenho uma máquina decente. Mas Tahoe nunca é feia.

Lake Tahoe, onde cada cantinho é um cartão postal.

É meio idiotinha, eu sei. Mas essa foto me deixa muito triste, por vários motivos. Primeiro, porque ela me mostra o quanto eu estou diferente hoje, 60kg mais gorda. Segundo, porque eu juro que nunca me vi com esse corpinho gracioso. Terceiro e mais importante, porque esta foto foi tirada no auge da minha anorexia, uma das melhores e piores fases da minha vida. Essa foto me dói por ver que eu atingi minha meta, meu sonho, e, por nunca ter enxergado do jeito certo, por nunca ter tentado do jeito certo, por ter escolhidos todos os caminhos errados, o sono me escapou. E que por mais que agora eu esteja tentando fazer certo, dá medo. Já deu certo, e já deu errado. Sei bem, eu sei, que não adianta olhar para o passado, que isso não muda o presente e muito menos o futuro, mas é difícil. Tenho medo de pensar que, se pudesse voltar atrás, não sei se faria alguma coisa diferente. Gosto de pensar que faria.

Neve, neve, neve. Liberdade, sol, frio, minha casinha, Tahoe. Nada é mais feliz do que isso.

Tantas, tantas… Todas as experiências de Tahoe foram inesquecíveis, quase perder meu pé congelado, ver neve pela primeira vez, pegar carona com pessoas estranhas, ser arrastada por rajadas de vento assustadoras em uma tempestade de neve, atropelar uma bola de feno, las vegas <3, andar de limousine, usar a varanda como geladeira, enfim, seria impossível falar de Tahoe sem definir como experiência totalmente inesquecível. Vou falar de outra experiência, então.

Quando voltei de Tahoe fiquei meio desnorteada, pra dizer pouco. Fiquei sem rumo, triste, não conseguia colocar minha vida nos eixos, voltar pra realidade e seguir adiante sem lembrar a cada segundo do sonho que tinha vivido. Pedi um sinal divino que me indicasse um jeito de recomeçar, e foi nessa hora que passou um carro do Instituto Ayahuasca na minha frente e eu pensei ei, porque não? Já fazia tempo que eu queria conhecer o Ayahuasca, desde que, no começo da faculdade, tinha participado de um grupo de estudos sobre os efeitos terapêuticos do famoso chá do Santo Daime, mas não queria vinculá-lo com religião e nem ir para uma daquelas vivências mega intensas no meio do mato, então o instituto foi uma ótima opção.

Fomos para lá num domingo (ou era sábado? já não me lembro), com cobertores e travesseiros, e foi simplesmente indescritível. Depois da palestra finalmente tomamos aquele líquido meio nojento com gosto de tinta guache e eu fiquei decepcionada, por não estar sentindo nada, até que fui puxada para um vórtice MUITO LOUCO de cores e sons e sensações estranhas. Sabe desenho animado, quando alguém come um alucinógeno e fica tudo colorido e girando e confuso e assustador? Exatamente assim. Eu ficava abrindo os olhos para tentar evitar as imagens, piscantes demais, até que o cara que controla tudo veio falar para que eu deixasse a Ayahuasca me levar, que eu tinha que aguentar firme. E eu aguentei, e vi tanto do mundo e de mim que não cabe em um post. Não cabe, não existem palavras para explicar.

Infelizmente a experiência não foi tão inesquecível assim, porque algumas coisas eu, de fato, esqueci. Talvez fossem dolorosas demais para serem lembradas. Mas o que eu me lembro é que depois que o efeito mais louco passou e ainda nos restavam umas cinco horas dentro do instituto eu pensei em toda a minha vida e as coisas simplesmente se encaixaram. Saí de lá renovada, cansada (e faminta), mas depois disso a vida voltou a acontecer aqui no Brasil. Voltei a ir para a aula, voltei a pensar em me cuidar, voltei a viver no presente. Não se passou um único dia sem que eu pensasse em Tahoe desde que voltei, mas pelo menos hoje eu aceito a idéia de que Tahoe foi mais uma dessas experiências inesquecíveis gostosas de se lembrar nos dias difíceis – e nos dias bons também -, mas que a vida só pode ser vivida AQUI, no presente, onde quer que esse presente aconteça. Agora é esperar para ver o que minha segunda experiência com o Ayahuasca me trará.

“Amar é dar o que não se tem”
Jacques Lacan

simples, óbvio, triste.

Não sei porque que eu decidi fazer essa lista. Eu sempre soube que era ruim pra escolher, mas estou me surpreendendo com o quão indecisa eu sou. Cada dia de atualização é uma dúvida eterna entre as mil coisas que eu amo, eu penso penso e penso e descubro que não me conheço bem o suficiente. Mas enfim.

Pra variar, fiquei em dúvida entre muitos livros. Na verdade, fiquei em dúvida entre autores: Stephen King, que me ensinou o gosto por leitura e despertou em mim a paixão por terror e suspense que eu carrego desde criança? Chuck Palahniuk, que com sua leitura simples me faz ficar lendo por horas seguidas sem nem sentir? Caio Fernando Abreu, que parece sempre sentir o que eu sinto e não consigo falar? Depois de muito pensar, escolhi o Pequenas Epifanias, do Caio Fernando Abreu, por ser o livro que eu mais li, mais consultei, mais tive vontade de decorar cada frase. Foi indicação da Carlinha, e veio em uma época da minha vida que eu estava sofrendo muito. Esse livro me fez companhia, me ajudou a sobreviver por todo o período difícil, e até hoje volta e meia eu tiro ele do armário para ler uma crônica ou duas, faz sempre bem.

Um trechinho da crônica que dá nome ao livro:

” (…) De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia. (…)”

Quando eu era mais nova, eu era apaixonada por programas de decoração, daqueles que passam no People+Arts. Apaixonada mesmo, assistia mil vezes o mesmo programa, cheguei até a pensar em fazer arquitetura, porque eu adorava ver eles transformando espaços, deixando tudo bonito e colorido. Mas aí minha mãe veio me dar um choque de realidade e me lembrou que arquitetura não é só achar umas almofadas bonitinhas e pintar paredes, tem matemática e cálculos e linhas retas, daí desisti. Pra ajudar o choque de realidade, minha mãe tirou a TV a cabo lá de casa e eu fiquei sem meus programas de decoração, sinto falta até hoje. Na verdade, eu não assisto muita TV, nem tenho TV no quarto, e quando assisto é pra passar um tempo em família com a minha mãe, então a gente só assiste programas ruins de auditório, pra se divertir um pouco.

Então esse negócio de programa de TV preferido é meio complicado pra mim. Graças a internet, eu baixo alguns seriados, mas também não sei dizer qual deles eu gosto mais. É assim, eu queria ser amiga da galera do How I met your mother, sair de vez em quando com o pessoal do Friends, ter umas girls night com as meninas do Sex and the City, ter o dom de identificar expressões faciais como o Cal Lightman do Lie to me e trabalhar no BAU, do Criminal Minds. Não queria ser tratada pelo House, mas até que queria conhecê-lo, bem como queria ir no pub do It’s Always Sunny in Philadelphia, mas não seria amiga deles. Queria estudar o Dexter, enquanto trabalho no BAU, e queria conhecer o pessoal do The Big Bang Theory, mas eles iam me achar meio idiota. Eu gosto de tantos seriados que acho que foi prudente minha mãe ter tirado a TV a cabo aqui de casa, senão, eu não faria mais nada da vida.

Gente, não dá. Sério. Eu não consigo escolher um filme só, NÃO CONSIGO. No blog antigo escrevi um post com os meus 20 filmes preferidos, e já foi muito difícil. Vou colocar aqui meus três filmes mais marcantes, aqueles que eu paro o que tiver fazendo pra assistir, que posso falar as frases junto. Ah, eu excluí os filmes de serial killer e Hairspray, que todo mundo já sabe que rola uma identificação com a Tracy, haha! Vamos lá então.

3. Clube dos cinco (The breakfast club)

é super filminho sessão da tarde, eu sei. mas eu adoro esse filme, acho ele uma das coisas mais divertidas e singelas já feitas, e é muito fácil de se identificar (ou identificar alguém) com os personagens. É um filme pra assistir e ficar emocionado, mas com um sorriso no rosto, do mesmo estilo do Conta Comigo (Stand by me), que eu também amo.

We’re all pretty bizarre. Some of us are just better at hiding it, that’s all.

2. Requiem por um sonho (Requiem for a dream)

Esse filme veio em um momento muito pesado da minha vida, e eu precisei assistí-lo umas cinco vezes até ter o wake-up call que eu precisava. Não é segredo que eu luto contra a balança há muitos anos da minha vida, e comecei a tomar anfetaminas quando era novinha, novinha. Foram sete anos lutando contra uma dependência química e psicológica, que estragou meu metabolismo, minha saúde e aumentou meu peso estratosfericamente. E esse é o único filme que eu já assisti que coloca as anfetaminas no lugar delas, de droga mesmo, que vicia e que pode ter consequências realmente grandes. Esse filme me balança toda vez que eu assisto, e me lembra de me manter firme na promessa de nunca mais colocar uma anfetamina na boca. Já são quase dois anos que estou limpa, mas as consequências ainda me assombram, e esse filme ainda me arrepia.

“Purple in the morning, blue in the afternoon, orange in the evening.”
“I’m somebody now, Harry. Everybody likes me. Soon, millions of people will see me and they’ll all like me. I’ll tell them about you, and your father, how good he was to us. Remember? It’s a reason to get up in the morning. It’s a reason to lose weight, to fit in the red dress. It’s a reason to smile. It makes tomorrow all right.”

1. Clube da Luta (Fight Club)

Eu me recusei a ver esse filme durante muito tempo. Achava que era só pancadaria, mas tive uma das melhores surpresas da minha vida. Clube da luta é um dos filmes que eu recomendo pra todo mundo, que eu assisto mil vezes sem pestanejar. Motivos não faltam: história sensacional, Brad Pitt sem camisa, lindo e tatuado, frases de impacto e final surpreendente. Sem contar que é dirigido pelo David Fincher, um dos meus diretores preferidos, e é baseado no livro do Chuck Palahniuk, um dos meus autores preferidos. Consegui comprar esse livro só lá nos Estados Unidos, e a versão dele em português continua sendo um dos meus sonhos de consumo.


“When you have insomnia, you’re never really asleep… and you’re never really awake. With insomnia, nothing’s real. Everything’s far away, everything’s a copy.”

Prometo que não vou mais fazer isso de top 3, haha! Mas cinema é paixão demais, gente.

Já vi que vou ter muita dificuldade pra fazer esse negócio. Tô faz tempo tentando decidir qual é a minha música preferida, e percebi que eu mudo de gosto todos os meses, tenho sempre uma música eleita e que eu ouço até a exaustão, depois fico milênios sem ouvir. Mas acho que a música que mais me desperta boas lembranças, e que eu não acho que vá mudar, é a California Dreamin’, do The mamas and the papas, que me leva direto pra Califórnia e tudo de lindo que eu vivi lá. Dá uma dorzinha de saudade que, apesar de doer, é gostosa. Dá a impressão de um sonho bom que não vai mais embora. Meu amor pela Califórnia não vai mudar nunca, e é por isso que eu escolhi essa música como a minha preferida, por não a ouvir tanto, mas pelo significado que ela tem pra mim.

He knows I’m gonna stay
California Dreamin’
On such a winter’s day

Eu sei, prometi atualizar mais vezes e isso não aconteceu. Culpa da minha preguiça e das dificuldades de adaptação com o wordpress depois de tantos anos usando o blogger, e também da correria que anda minha vida desde que decidi que tentaria um dia sair da faculdade. Mas enfim, como sempre acho as coisas que tenho a dizer um tanto idiotas, e como muitas vezes o tema também me falta, resolvi fazer essa meme que eu vi no blog da Flávia e da Amanda, funciona assim:

Dia 01 – Sua música favorita
Dia 02 – Seu filme preferido
Dia 03 – Seu programa de televisão favorito
Dia 04 – Seu livro favorito
Dia 05 – Uma citação de alguém
Dia 06 – Uma experiência inesquecível
Dia 07 – Uma foto que te faz feliz
Dia 08 – Uma foto que te deixa irritado / triste
Dia 09 – Uma foto que você tirou
Dia 10 – Uma foto de você há mais de dez anos
Dia 11 – Uma foto sua recente
Dia 12 – Um conto
Dia 13 – Um livro de ficção
Dia 14 – Um livro não-ficcional
Dia 15 – Uma fotomontagem
Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)
Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)
Dia 18 – Um poema
Dia 19 – Um talento seu
Dia 20 – Um hobby
Dia 21 – Uma receita
Dia 22 – Um site
Dia 23 – Um vídeo do YouTube
Dia 24 – Seu lugar preferido
Dia 25 – O seu dia, em grande detalhe
Dia 26 – Sua semana, em grande detalhe
Dia 27 – Este mês, em grande detalhe
Dia 28 – Este ano, em grande detalhe
Dia 29 – O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 – O que você quiser
Dia 31 – O Bônus ou O Fim

Começarei amanhã, que agora tô enrolada em mil trabalhos da faculdade. Essa vida de estudante não foi feita pra mim.

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