Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)
Então, eu sou meio emo. É difícil pensar em uma música só que me faça chorar ou que chegue perto disso, porque são tantas e depende tanto do momento que eu tô passando que é praticamente impossível escolher uma só (como em todos os outros tópicos desta lista – maldita indecisão!). Mas optei por escolher uma música mais atemporal, e que eu só escuto quando estou triste – é sério, se eu estiver ouvindo essa música, eu estou triste; mesmo que eu diga que eu estou bem, é mentira.
Não sei ao certo porquê, mas essa música dói.
Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)
Percebi que eu gosto menos de arte do que deveria, mas escultura é algo que minha cabeça não consegue conceber (COMO ELES DEIXAM PEDRA PARECENDO TÃO LEVE?), então só pra exemplificar:
Dia 18 – Um poema
Por fim, um poema. Ah, poema é mais fácil: sou apaixonada pelos poemas da Florbela Espanca, essa mulher que sofreu muito na vida e conseguiu expressar toda essa dor em poemas maravilhosos. Impossível é escolher um só dela, mas como poema é assim, tão curtinho, vou postar meus três preferidos (pra não perder o costume da indecisão).
Fumo
Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas…
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!
Os dias são Outonos: choram… choram…
Há crisântemos roxos que descoram…
Há murmúrios dolentes de segredos…
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!…
Eu
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
Frieza
Os teus olhos são frios como espadas,
E claros como os trágicos punhais;
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lãminas geladas.
Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o oiro e o sol das madrugadas!
Mas não te invejo, Amor, essa indiferença,
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença!
Tu invejas a dor que vive em mim!
E quanta vez dirás a soluçar:
“Ah! Quem me dera, Irmã, amar assim!…”









